Metodologia de Cálculo & Adaptações Normativas

Entenda como o software processa os dados de campo e calcula o IGGE

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1. A Adaptação Fundamental: Humano vs. Algoritmo

A norma DNIT 008/2003 - PRO foi originalmente concebida para levantamentos visuais onde um avaliador experiente percorre a rodovia e classifica a frequência dos defeitos subjetivamente (Alta, Média ou Baixa) com base na observação visual do segmento.

A Diferença deste Software:

Este sistema elimina a subjetividade do avaliador. Em vez de "estimar" se a frequência é Alta ou Baixa, nós calculamos matematicamente a porcentagem da área afetada com base nos dados brutos do inventário por área em m².

Isso garante que o cálculo seja 100% reprodutível e auditável, embora substitua a "sensibilidade" do avaliador pela precisão matemática dos dados inseridos.

2. Cálculo de Trincas e Deformações (Método da Razão de Área)

Para defeitos medidos em área (Trincas e Deformações Permanentes), utilizamos a relação entre a área afetada e a área total do segmento avaliado.

% Afetada = ( Σ Área dos Defeitos (m²) / Área Total do Segmento (m²) ) × 100
  • Área Total do Segmento: Considera-se a extensão do segmento (geralmente 1000m ou fração final) multiplicada pela largura da plataforma.
  • Premissa de Largura: O usuário entra com o valor em m da largura da pista.
Frequência Trincas (% Área) Deformações (% Área)
Alta (A) ≥ 50% ≥ 50%
Média (M) 10% a 50% 10% a 50%
Baixa (B) < 10% < 10%
3. Panelas e Remendos (Flexibilidade de Entrada)

Para Panelas (P) e Remendos (R), a norma especifica contagem absoluta (número de ocorrências/km). O software oferece dois modos de operação:

Modo 1: Incidência (Binário)

Se a planilha apenas marca com "X" ou "1" a presença do defeito na estaca, o sistema conta +1 ocorrência por estaca afetada.

Modo 2: Contagem Real

Considera que cada panela e/ou remendo tem 1m², com isso, se uma estaca tem 5m² de panela, é utilizado 5 para fins de cálculo, ou o caso da planilha já informar a quantidade exata (ex: "5 panelas"), o sistema soma o valor total e arredonda para número inteiro.

A classificação segue estritamente a Tabela 1 da norma:

  • Alta (A): ≥ 5 ocorrências/km
  • Média (M): > 2 e < 5 ocorrências/km
  • Baixa (B): ≤ 2 ocorrências/km
4. A Fórmula do IGGE

Após definir as frequências (A, M, B), aplicamos os Pesos de Gravidade da Tabela 4:

  • Trincas (Pt): Variável (0.30 a 0.65) dependendo da gravidade.
  • Deformações (Poap): Variável (0.30 a 1.0) dependendo da gravidade.
  • Panelas (Ppr): Variável (0.40 a 1.0).
IGGE = (Pt × %Trincas) + (Poap$ × %Deformações) + (Ppr × Qtd.Panelas)
5. Matriz de Decisão de Manutenção

O sistema sugere automaticamente uma intervenção técnica baseada na combinação do Conceito (IGGE) e da quantidade de Panelas/Remendos, conforme regras abaixo:

Conceito Condição (Qtd. Panelas) Descrição
ÓTIMO Qualquer RL
BOM Qualquer RL
REGULAR Até 5 RL + RS
Entre 6 e 10 RPS
Mais de 10 RL + REF
RUIM Qualquer RPS + REF
PÉSSIMO Qualquer REC
Legenda das Siglas:
  • RL: Lama Asfáltica
  • RS: Reparo Superficial (Somente Revestimento)
  • RPS: Reparo Profundo (Atinge as camadas granulares)
  • REF: Reforço (Recapeamento)
  • REC: Reconstrução
Entendi, vamos calcular!